Arquivo de 42.195 metros

Maratona do Porto 2019 -faltou pouco para ser de gatas.

Posted in 2019 / 2020, As minhas corridas with tags , , , on 28 de Fevereiro de 2020 by José Pedro

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Maratona do Porto 2017: A minha estreia!

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , , on 28 de Novembro de 2017 by José Pedro

Esta foi a minha estreia na Maratona do Porto. A minha confiança não estava a 100% devido a alguns imprevistos, mas tentei não dramatizar por mais difícil que fosse. Levantei o meu dorsal, instalei-me e tentei descansar o máximo possível. Antes do despertador tocar já estava de pestana aberta. Fui cedo para a zona onde se ia dar a partida e esperei calmamente que chegasse a hora.

Maratona do Porto

Como pretendia ficar na cauda do pelotão da maratona, fui para a linha de partida um pouco em cima da hora e reparei que os atletas dos 15 kms já estavam colados aos da maratona. Fiquei um pouco em stress por ter tantos atletas à minha frente!

Tentei sair muito calmamente e tentar manter o meu plano de corrida. Os primeiros quilómetros iriam servir para aquecer, mas notei logo que o corpo queria-se soltar mais depressa que que eu tinha em mente. No meio de tantos atletas tentei sempre não cair na tentação do zig-zag e nas mudanças bruscas de ritmo.

5 km: 29:29 min.

Senti-me bastante bem e o corpo pedia mais ritmo. Achei que seria cedo demais para libertar as pernas. Passei muito tempo a controlar o ímpeto de correr mais rápido, mas estava muito difícil.

10 km: 56:18 min.

Os quilómetros passavam facilmente mesmo no sobe e desce de Matosinhos e a minha única grande preocupação continuava ser como controlar melhor o ritmo.  A partir dos 12 quilómetros perdemos a companhia dos atletas dos 15 quilómetros. Fiquei com mais espaço para correr e resolvi deixar de castrar a vontade das pernas e naturalmente o ritmo aumentou ligeiramente.

15 km: 1:23:02 h.

O ritmo estava mais vivo e sentia-me bem. Deixei-me ir e aos 16 quilómetros alcanço o marcador de ritmos das 4 horas. Significou que estava mais rápido do que o meu plano inicial e deixei-o para trás porque muitos atletas iam a pensar nessa marca e um grupo numeroso nos abastecimentos significa sempre confusão.

20 km: 1:49:48 h.

Ao entrar na zona da ribeira a confusão aumentou devido ao estreitamento da estrada. Foi difícil de manter o ritmo certo e ainda mais foi quando entrei no empedrado de Gaia. Sempre que possível fugia para o passeio e assim que encontrei alcatrão voltei ao ritmo certo e sem grande esforço.

25 km: 2:16:16 h

Depois do retorno em Gaia tive que fazer uma paragem técnica de alguns segundos para libertar algum peso extra que já me vinha a incomodar há alguns quilómetros. Tive receio que fosse penoso o recomeço, mas o corpo reagiu bem e sem problemas de maior. Voltei a fugir sempre que possível do empedrado, mas a subida para a ponte D. Luis I não me facilitou a vida em nada. Perdi o controle da respiração e senti as pernas a perderem as forças. Tentei recuperar o fôlego logo a seguir, mas estava bastante complicado.

30 km: 2:44:07 h

Se já estava complicado, ainda ficou mais quando fui abalroado por outro atleta no abastecimento. Tive que parar momentaneamente para poder abastecer e o recomeço já foi bastante penoso. Tentei não parar, estava difícil e ao entrar no túnel da ribeira tive mesmo que parar devido ao impacto nos paralelos. Sabia que a partir dali ia ser uma luta para chegar à meta. Tentei caminhar e correr alternadamente até que vejo o marcador das 4 horas a passar por mim. Colei-me ao grupo e notei bastante diferença por ir resguardado do vento, poupando assim alguma energia preciosa.

35 km: 3:16:50 h.

Aguentei no grupo até ao abastecimento, no meio da confusão perco o contacto e nunca mais consegui recolar. Voltei ao plano de correr e caminhar alternadamente. Conforme os quilómetros passavam ia caminhando mais do que correndo. Havia cada vez mais atletas em dificuldades e não conseguia arranjar uma lebre que me leva-se.

40 km: 3:56:14 h.

A um quilometro da meta colo-me ao marcador das 4:15 horas. A meta está ao “virar da esquina” e protegido do vento consigo manter-me a correr. Por incrível que pareça consigo fazer a ultima subida com alguma facilidade e cortar a meta com as emoções à flor da pele.

Tempo Real: 4:10:25 h

Tempo Oficial: 4:14:43 h

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Gostei bastante da Maratona do Porto! A organização é fantástica, o percurso é bonito e desafiador. Um dia irei voltar para a desforra!

Maratona à moda do Porto.

Posted in Desabafos, Uncategorized with tags , , on 6 de Janeiro de 2017 by José Pedro

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Como se costuma dizer: ” Não há duas sem três “. Depois de fazer a Maratona de Lisboa em 2011, no antigo percurso e em 2013 no novo, resolvi inscrever-me na Maratona do Porto 2017.

Após a minha estreia na distância fiz um acordo comigo próprio que iria fazer uma maratona de dois em dois anos para não massacrar muito o corpo ( principalmente os meus joelhos ), para não provocar um grande desgaste e porque treinar para uma maratona consome muito do nosso tempo livre.

Como poucas coisas da vida são certas, depois de uma demorada lesão em 2014 tive que deixar essa ideia de lado. A recuperação foi longa, o retorno também não foi fácil e precisei de algum tempo para voltar a correr distâncias mais longas.

Depois  um longo processo de voltar a ter confiança nas minhas capacidades em distâncias mais longas, chegou a vez de consolidar a forma física até poder enfrentar a maratona.

A escolha recaiu no Porto por ouvir falar muito bem da organização, do percurso, do incentivo que se tem ao longo do percurso e por querer experimentar algo diferente.

Se tudo correr dentro do previsto, irei começar a treinar em Julho com um único pensamento: estar em  Novembro na Invicta para enfrentar pela terceira vez os míticos 42,195 metros.

Até lá é continuar a treinar com muito juízo!