Arquivo de Novembro, 2017

Maratona do Porto 2017: A minha estreia!

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , , on 28 de Novembro de 2017 by José Pedro

Esta foi a minha estreia na Maratona do Porto. A minha confiança não estava a 100% devido a alguns imprevistos, mas tentei não dramatizar por mais difícil que fosse. Levantei o meu dorsal, instalei-me e tentei descansar o máximo possível. Antes do despertador tocar já estava de pestana aberta. Fui cedo para a zona onde se ia dar a partida e esperei calmamente que chegasse a hora.

Maratona do Porto

Como pretendia ficar na cauda do pelotão da maratona, fui para a linha de partida um pouco em cima da hora e reparei que os atletas dos 15 kms já estavam colados aos da maratona. Fiquei um pouco em stress por ter tantos atletas à minha frente!

Tentei sair muito calmamente e tentar manter o meu plano de corrida. Os primeiros quilómetros iriam servir para aquecer, mas notei logo que o corpo queria-se soltar mais depressa que que eu tinha em mente. No meio de tantos atletas tentei sempre não cair na tentação do zig-zag e nas mudanças bruscas de ritmo.

5 km: 29:29 min.

Senti-me bastante bem e o corpo pedia mais ritmo. Achei que seria cedo demais para libertar as pernas. Passei muito tempo a controlar o ímpeto de correr mais rápido, mas estava muito difícil.

10 km: 56:18 min.

Os quilómetros passavam facilmente mesmo no sobe e desce de Matosinhos e a minha única grande preocupação continuava ser como controlar melhor o ritmo.  A partir dos 12 quilómetros perdemos a companhia dos atletas dos 15 quilómetros. Fiquei com mais espaço para correr e resolvi deixar de castrar a vontade das pernas e naturalmente o ritmo aumentou ligeiramente.

15 km: 1:23:02 h.

O ritmo estava mais vivo e sentia-me bem. Deixei-me ir e aos 16 quilómetros alcanço o marcador de ritmos das 4 horas. Significou que estava mais rápido do que o meu plano inicial e deixei-o para trás porque muitos atletas iam a pensar nessa marca e um grupo numeroso nos abastecimentos significa sempre confusão.

20 km: 1:49:48 h.

Ao entrar na zona da ribeira a confusão aumentou devido ao estreitamento da estrada. Foi difícil de manter o ritmo certo e ainda mais foi quando entrei no empedrado de Gaia. Sempre que possível fugia para o passeio e assim que encontrei alcatrão voltei ao ritmo certo e sem grande esforço.

25 km: 2:16:16 h

Depois do retorno em Gaia tive que fazer uma paragem técnica de alguns segundos para libertar algum peso extra que já me vinha a incomodar há alguns quilómetros. Tive receio que fosse penoso o recomeço, mas o corpo reagiu bem e sem problemas de maior. Voltei a fugir sempre que possível do empedrado, mas a subida para a ponte D. Luis I não me facilitou a vida em nada. Perdi o controle da respiração e senti as pernas a perderem as forças. Tentei recuperar o fôlego logo a seguir, mas estava bastante complicado.

30 km: 2:44:07 h

Se já estava complicado, ainda ficou mais quando fui abalroado por outro atleta no abastecimento. Tive que parar momentaneamente para poder abastecer e o recomeço já foi bastante penoso. Tentei não parar, estava difícil e ao entrar no túnel da ribeira tive mesmo que parar devido ao impacto nos paralelos. Sabia que a partir dali ia ser uma luta para chegar à meta. Tentei caminhar e correr alternadamente até que vejo o marcador das 4 horas a passar por mim. Colei-me ao grupo e notei bastante diferença por ir resguardado do vento, poupando assim alguma energia preciosa.

35 km: 3:16:50 h.

Aguentei no grupo até ao abastecimento, no meio da confusão perco o contacto e nunca mais consegui recolar. Voltei ao plano de correr e caminhar alternadamente. Conforme os quilómetros passavam ia caminhando mais do que correndo. Havia cada vez mais atletas em dificuldades e não conseguia arranjar uma lebre que me leva-se.

40 km: 3:56:14 h.

A um quilometro da meta colo-me ao marcador das 4:15 horas. A meta está ao “virar da esquina” e protegido do vento consigo manter-me a correr. Por incrível que pareça consigo fazer a ultima subida com alguma facilidade e cortar a meta com as emoções à flor da pele.

Tempo Real: 4:10:25 h

Tempo Oficial: 4:14:43 h

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Gostei bastante da Maratona do Porto! A organização é fantástica, o percurso é bonito e desafiador. Um dia irei voltar para a desforra!

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Treino para a Maratona do Porto: 17ª Semana

Posted in 2017 / 2018 with tags , , , on 28 de Novembro de 2017 by José Pedro

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Semana 17 – Treino 69 (Terça, 31 de Outubro): 8 x 2 min c/ 2 min. rec. (8 km): 48:21 min.

Foi um treino só para esticar as pernas. Durante os sprints tentei não puxar muito e tentei ser o mais consistente possível (5:10 / 5:02 / 4:58 / 4:55 / 4:52 / 4:48 /4:48 / 4:36 min/km). Mesmo tentando por um travão, o corpo estava sempre a pedir mais e foi difícil de controlar.

Semana 17 – Treino 70 (Quarta, 01 de Novembro): 7 km: 46:01 min.

Mais um treino em ritmo de recuperação. No final quatro acelerações para despertar um pouco as pernas.

Domingo é dia da Maratona.

Treino para a Maratona do Porto – 16ª Semana

Posted in 2017 / 2018 with tags , , on 2 de Novembro de 2017 by José Pedro

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Semana 16 – Treino 64 (Terça, 24 de Outubro): 11 km – 1:03:07 h

Foi mais um treino de ritmo de maratona. Após o aquecimento o ritmo saiu naturalmente e até tive que por um travão para não exagerar no esforço. No fim atirei-me a cinco acelerações bastante curtas (+/- 50 metros) só para esticar as pernas.

Semana 16 – Treino 65 (Quarta, 25 de Outubro): 7 km – 44:15 min.

Treino de recuperação que tornou-se num treino de autocontrole para não deixar as pernas tomarem conta do treino. O corpo anda descansado e quer outros ritmos.

Semana 16 – Treino 66 (Quinta, 26 de Outubro): 2 x 4 km c/ 3 min rec. (10 km) – 55:58 min.

Dia de treino de séries longas em que o objectivo seria andar uma pouco mais rápido que o ritmo de maratona, mas sempre de forma confortável. O primeiro tiro foi feito sempre em ritmo crescente e o segundo foi mais lento devido ao percurso, mas sempre de forma confortável (5:17 / 5:23 min/km).

Semana 16 – Treino 67 (Sexta, 27 de Outubro): 8 km – 50:28 min.

Treino de recuperação feito sempre com o travão no ritmo já que a vontade do corpo era andar mais depressa.

Semana 16 – Treino 68 (Domingo, 29 de Outubro): 13 km – 1:14:53 h

Mesmo sendo um treino longo mais para o curto, abordei como se fosse bastante mais longo. Deixei o corpo comandar as operações e o ritmo. Assim sendo foi sempre em crescente até chegar ao fim do treino.