Corrida das Fogueiras 2018 – I love Peniche.

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , on 4 de Julho de 2018 by José Pedro

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Pela terceira vez participei na famosa corrida de Peniche. Tinha em mente fazer um bom resultado, mas depois de alguns treinos menos bem sucedidos a confiança não estava no seu melhor.

Depois de deambular pela cidade a sentir o ambiente, fui-me equipar e fazer um ligeiro aquecimento.

Coloquei-me na linha de partida e quando foi dado o tiro de partida sai calmamente sem me meter em confusões. Rapidamente imprimi um ritmo confortável e vivo, mas passado pouco tempo o percurso ficou mais estreito e o ritmo baixou ligeiramente. Não me queria meter no desgastante zig-zag e deixei-me ir no ritmo do pelotão. Aos poucos o espaço foi aparecendo e aproveitei para meter um ritmo mais animado. O regresso à cidade marcou o inicio das subidas, mesmo que ligeiras.

5 km: 24:45 min.

Depois percorrer algumas artérias da cidade, a verdadeira corrida das fogueiras iria começar ao chegar à marginal. O sobe e desce constante, apimentada com um vento de norte trazia algumas dificuldades. Como o corpo estava a reagir bem, o ritmo estava vivo e dentro dos meus objectivos.

10 km: 49:04 min.

Logo a seguir ao abastecimento apareceu a subido mais complicada da noite. Não é muito íngreme, mas é um pouco longa e com o vento de frente, não foi nada fácil. Ultrapassada esta dificuldade, recuperei o fôlego, refresquei com a chuva que caia e tentei embalar para a meta. O ritmo foi aumentando naturalmente até ao ultimo quilómetro. Ao entrar novamente na vila, as forças começaram a faltar e o empedrado escorregadio da chuva obrigaram-me a ter cauteloso. O objectivo estava cumprido e só queria terminar bem.

Tempo Real: 1:14:09 h

Tempo Oficial: 1:14:50 h.

Na minha opinião esta é uma das melhores provas Portuguesas, tanto pela organização como pelo ambiente. Pessoalmente correu-me bastante bem, tendo feito o melhor tempo nesta corrida.

 

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17ª Corrida do Oriente 2018 – Foi o possível.

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , on 5 de Junho de 2018 by José Pedro

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Pela segunda vez participei na Corrida do Oriente. Conheço bastante bem o percurso por ser um local onde realizo muitos treinos longos e seria a primeira vez que iria participar numa prova em circuito com duas voltas quase idênticas.

Meti-me mais na cauda do pelotão e as primeiras centenas de metros foram feitos em constante zig-zag a tentar arranjar espaço para meter o meu ritmo de forma confortável. Assim que apanhei espaço livre meti um ritmo confortável e vivo, mas foi de pouca duração. Ao passar num passadiço de madeira tive que abrandar devido ao estreitamento da via e para piorar um pouco as coisas veio logo de seguida piso irregular o que não ajudou nada a manter o ritmo. Naturalmente, quando o piso melhorou a passada tornava-se mais viva. Um pouco antes dos 5 km iniciei a segunda volta ao circuito.

5 km: 24:23 min.

Até chegar novamente à zona de piso irregular o ritmo foi sempre constante e os quilómetros foram passando sem grandes dificuldades, mas assim que o piso piorou tudo se alterou. O ritmo baixou, sentia-me desconfortável e tinha grande preocupação em colocar bem o pé. A 1,5 km da meta aproveitei a melhoria do piso para voltar a acelerar. Terminei a prova bastante bem fisicamente e muito se deveu às constantes alterações de piso que não me deixou ir todo o percurso na “red line”.

Tempo Real: 47:49 min.

Tempo Oficial: 48:07 min.

Se o percurso não for alterado penso que será a minha ultima participação nesta prova. As alterações constantes do tipo de piso e em mau estado em algumas partes do percurso exigem atenção redobrada para evitar lesões o que tira um pouco o prazer da corrida. Também faltou a marcação do quilómetros que para quem não tem relógio com gps pode ser um pouco desconfortável não saber que distância falta para terminar.

 

Meia Maratona de Cascais 2018 – melhor só em 2013.

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , , on 22 de Fevereiro de 2018 by José Pedro

 

Meia Maratona Cascais 2017

Domingo fiz a minha estreia na Meia Maratona de Cascais. Depois de várias participações nos 20 km de Cascais, o percurso não tinha grandes segredos e ia tentar dar o meu melhor. Tentei aquecer bem e fui para a linha de partida, entrando no separador dos sub 1:45 h.

Sabendo que a primeira parte da prova não é fácil, tentei por um ritmo moderado e cauteloso. Ter saído no separador dos sub 1:45 h facilitou essa tarefa e evitei assim o natural desgaste das mudanças de ritmo. Após as primeiras dificuldades dos primeiro 2,5 kms, tentei impor um ritmo um pouco mais vivo e abaixo dos 5:00 min./km. Assim que entrei na estrada do Guincho e aproveitando o declive favorável, acelerai um pouco mais mas sempre tendo em atenção as dificuldades do retorno.

5 km: 24:46 min.

O ritmo ia sendo inconstante muito devido ao vento que ia sendo mais forte conforme ia aproximando do Guincho. A minha preocupação era tentar ter o menor desgaste possível sem comprometer os meus objectivos em termos de tempo final. Por volta dos 8 kms consigo alcançar o marcador de ritmo dos 5:00 min/km. Foi um pouco mais cedo que que pretendia, mesmo assim como me sentia confortável deixei-me ir sem receios de poder pagar mais tarde. Com o vento a não dar descanso, resolvo apanhar “boleia” de dois atletas que iam num ritmo idêntico ao meu, assim ia um pouco mais abrigado do vento.

10 km: 49:34 min.

A minha “boleia” estava a resultar muito bem e conseguia estabilizar o ritmo até ao retorno onde sem a dificuldade do vento senti o ritmo a acelerar naturalmente. A minha “boleia” tinha ficado para trás e consegui estabilizar o ritmo um pouco abaixo do que tinha feito, mesmo sendo o percurso com uma inclinação desfavorável.

15 km: 1:13:06 h.

O ritmo continuava estável e quanto mais me aproximava da meta maiores eram as dificuldades com a inclinação desfavorável.  Sabendo da grande dificuldade dos 17,5 km onde a inclinação é mais acentuada, tentei poupar-me um pouco antes e enfrentar assim a “besta negra” de uma forma mais enérgica. Liguei o “cruise control” e enfrentei tão penosa subida sem grandes oscilações de ritmo. Assim que o terreno ficou menos inclinado, tentei recuperar o fôlego e aos poucos voltei a um ritmo mais vivo. Sabendo que o ultimo quilometro é quase todo a descer, arrisquei e levei o meu corpo aos limites da energia que ainda tinha até cortar a linha de meta.

Tempo Real: 1:42:25 h

Tempo Real: 1:42:53 h

 

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Desde a minha lesão de 2014 que não conseguia fazer as provas longas abaixo dos 5:00 min/km, o que me deixou bastante satisfeito e com motivação para fazer melhores resultados. Para além disso é o meu segundo melhor resultado de sempre numa meia maratona.

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São Silvestre da Amadora 2017 – Contra todas as probabilidades.

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , on 4 de Janeiro de 2018 by José Pedro

São Silvestre da Amadora 2017

Quais são as probabilidades de dois anos seguidos, na mesma prova, com o mesmo percurso fazermos exactamente o mesmo tempo?

Penso que são poucas, mas aconteceu!

Fui participar pela segunda vez nesta prova com esperança de fazer um pouco melhor que no ano passado, mesmo sabendo que ia ser complicado devido ao desgaste do plano de treinos que ando a seguir para outra prova e aos quilos a mais que o Sr. Pai Natal me ofereceu.

Depois do aquecimento, coloquei-me na parte de trás do pelotão. Comecei com um ritmo bastante calmo já que os dois primeiros quilómetros são sempre a subir. O pelotão ia alongando e aos poucos ia pondo um ritmo mais vivo, mas em gestão de esforço. Aproveitava sempre o terreno plano e a descer para recuperar forças e aumentar a passada.

5 km: 25:23 min.

Logo após o abastecimento apareceu a sempre temida subida dos comandos. Liguei o “cruise control” num ritmo certo numa tentativa de não perder muito tempo e de não ter um desgaste excessivo. No cimo tentei recuperar o fôlego e aos poucos voltei a aumentar o ritmo. Assim que enfrentei a ultima subido pouco depois dos sete quilómetros, sabia que o pior já tinha passado e aumentei o ritmo perto do meu limite. Os espectadores puxavam pelos atletas tornando a tarefa mais fácil. A trezentos metros da meta já estava a consumir as reservas de energia que ainda tinha e já não consegui fazer a minha habitual ponta final mais rápida.

Tempo Oficial: 50:29 min.

Tempo Real: 49:12 min.

O meu objectivo de melhorar o meu tempo não foi alcançado, mas por incrível que pareça fiz o mesmo tempo que no ano passado. Fantástico!

G. P. Natal – I feel good!

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , on 19 de Dezembro de 2017 by José Pedro

G P Natal 2017

Cinco anos depois regresso ao G. P. Natal e muito posso agradecer a um amigo que me arranjou um dorsal à ultima da hora. Como a manhã estava fria fiz um bom aquecimento e dirigi-me para a minha de partida. Como ia sair do “canhão” dos mais de 60 minutos, optei por ir no inicio mais lento (já que tinha tantos atletas à minha frente) e depois tentar abrir um pouco o passo assim que tivesse espaço livre.

Coloquei-me no fundo do pelotão e sai calmamente evitando a todo o custo o tentador zig-zag por entre atletas mais lentos. A subido nas primeiras centenas de metros alongou o pelotão e logo após contornar o Jardim da Luz fiquei com espaço para imprimir um ritmo mais vivo. As voltinhas em Telheiras e até à passagem pelo Estádio de Alvalade ajudaram a manter um ritmo controlado e estável. Assim que entrei no Campo Grande pensei em meter um ritmo mais vivo.

5 km – 24:34 min.

Conhecendo bem o percurso arrisquei a aumentar a velocidade, optando sempre nos túneis por descansar na descida, manter lá dentro e forçar na subida. À saída do ultimo túnel e já com o Saldanha à vista, bebi o ultimo gole de água e tentei recuperar um pouco o fôlego para a longa descida. Assim que senti o piso a piso a descer fui aumentando o ritmo gradualmente e estabilizei onde me sentia confortável. Aproveitei novamente para ganhar fôlego no Marquês de Pombal e à entrada da Avenida da Liberdade puxei o corpo até ao limite fazendo o ultimo quilómetro em 3:55 min/km.

Tempo Real: 46:48 min.

Tempo oficial: 49:40 min.

Fiquei bastante agradado com a minha prestação, desde a minha lesão em 2014 que não fazia os dez quilómetros tão rápidos e consistentes.

Maratona do Porto 2017: A minha estreia!

Posted in 2017 / 2018, As minhas corridas with tags , , , on 28 de Novembro de 2017 by José Pedro

Esta foi a minha estreia na Maratona do Porto. A minha confiança não estava a 100% devido a alguns imprevistos, mas tentei não dramatizar por mais difícil que fosse. Levantei o meu dorsal, instalei-me e tentei descansar o máximo possível. Antes do despertador tocar já estava de pestana aberta. Fui cedo para a zona onde se ia dar a partida e esperei calmamente que chegasse a hora.

Maratona do Porto

Como pretendia ficar na cauda do pelotão da maratona, fui para a linha de partida um pouco em cima da hora e reparei que os atletas dos 15 kms já estavam colados aos da maratona. Fiquei um pouco em stress por ter tantos atletas à minha frente!

Tentei sair muito calmamente e tentar manter o meu plano de corrida. Os primeiros quilómetros iriam servir para aquecer, mas notei logo que o corpo queria-se soltar mais depressa que que eu tinha em mente. No meio de tantos atletas tentei sempre não cair na tentação do zig-zag e nas mudanças bruscas de ritmo.

5 km: 29:29 min.

Senti-me bastante bem e o corpo pedia mais ritmo. Achei que seria cedo demais para libertar as pernas. Passei muito tempo a controlar o ímpeto de correr mais rápido, mas estava muito difícil.

10 km: 56:18 min.

Os quilómetros passavam facilmente mesmo no sobe e desce de Matosinhos e a minha única grande preocupação continuava ser como controlar melhor o ritmo.  A partir dos 12 quilómetros perdemos a companhia dos atletas dos 15 quilómetros. Fiquei com mais espaço para correr e resolvi deixar de castrar a vontade das pernas e naturalmente o ritmo aumentou ligeiramente.

15 km: 1:23:02 h.

O ritmo estava mais vivo e sentia-me bem. Deixei-me ir e aos 16 quilómetros alcanço o marcador de ritmos das 4 horas. Significou que estava mais rápido do que o meu plano inicial e deixei-o para trás porque muitos atletas iam a pensar nessa marca e um grupo numeroso nos abastecimentos significa sempre confusão.

20 km: 1:49:48 h.

Ao entrar na zona da ribeira a confusão aumentou devido ao estreitamento da estrada. Foi difícil de manter o ritmo certo e ainda mais foi quando entrei no empedrado de Gaia. Sempre que possível fugia para o passeio e assim que encontrei alcatrão voltei ao ritmo certo e sem grande esforço.

25 km: 2:16:16 h

Depois do retorno em Gaia tive que fazer uma paragem técnica de alguns segundos para libertar algum peso extra que já me vinha a incomodar há alguns quilómetros. Tive receio que fosse penoso o recomeço, mas o corpo reagiu bem e sem problemas de maior. Voltei a fugir sempre que possível do empedrado, mas a subida para a ponte D. Luis I não me facilitou a vida em nada. Perdi o controle da respiração e senti as pernas a perderem as forças. Tentei recuperar o fôlego logo a seguir, mas estava bastante complicado.

30 km: 2:44:07 h

Se já estava complicado, ainda ficou mais quando fui abalroado por outro atleta no abastecimento. Tive que parar momentaneamente para poder abastecer e o recomeço já foi bastante penoso. Tentei não parar, estava difícil e ao entrar no túnel da ribeira tive mesmo que parar devido ao impacto nos paralelos. Sabia que a partir dali ia ser uma luta para chegar à meta. Tentei caminhar e correr alternadamente até que vejo o marcador das 4 horas a passar por mim. Colei-me ao grupo e notei bastante diferença por ir resguardado do vento, poupando assim alguma energia preciosa.

35 km: 3:16:50 h.

Aguentei no grupo até ao abastecimento, no meio da confusão perco o contacto e nunca mais consegui recolar. Voltei ao plano de correr e caminhar alternadamente. Conforme os quilómetros passavam ia caminhando mais do que correndo. Havia cada vez mais atletas em dificuldades e não conseguia arranjar uma lebre que me leva-se.

40 km: 3:56:14 h.

A um quilometro da meta colo-me ao marcador das 4:15 horas. A meta está ao “virar da esquina” e protegido do vento consigo manter-me a correr. Por incrível que pareça consigo fazer a ultima subida com alguma facilidade e cortar a meta com as emoções à flor da pele.

Tempo Real: 4:10:25 h

Tempo Oficial: 4:14:43 h

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Gostei bastante da Maratona do Porto! A organização é fantástica, o percurso é bonito e desafiador. Um dia irei voltar para a desforra!

Treino para a Maratona do Porto: 17ª Semana

Posted in 2017 / 2018 with tags , , , on 28 de Novembro de 2017 by José Pedro

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Semana 17 – Treino 69 (Terça, 31 de Outubro): 8 x 2 min c/ 2 min. rec. (8 km): 48:21 min.

Foi um treino só para esticar as pernas. Durante os sprints tentei não puxar muito e tentei ser o mais consistente possível (5:10 / 5:02 / 4:58 / 4:55 / 4:52 / 4:48 /4:48 / 4:36 min/km). Mesmo tentando por um travão, o corpo estava sempre a pedir mais e foi difícil de controlar.

Semana 17 – Treino 70 (Quarta, 01 de Novembro): 7 km: 46:01 min.

Mais um treino em ritmo de recuperação. No final quatro acelerações para despertar um pouco as pernas.

Domingo é dia da Maratona.